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Desmontes

A lei existe, mas não é cumprida.

OU

A lei é cumprida de uma forma nojenta.

Quando falamos em  GERCO a situação é ainda mais caótica.

Não é possível usar e aplicar os mesmos pesos-e-medidas em Praia Grande (SP) e em Abrolhos (BA), por exemplo.

Dia 11/11 noticiaram que a casa de um “coreano” em Paraty foi demolida .

O grau de profundidade e análise da reportagem é impressionante (cof, cof):

A demolição da casa do coreano foi um caso exemplar. Desde que derrubou a primeira árvore ele foi avisado. Foi embargado pelo estado, mas conseguiu liminar. Assim, terminou de construir e chegou a usufruir o imóvel até que a pudéssemos fazer a demolição”, explicou a secretária (de Meio Ambiente do RJ) Marilene Ramos.

Ok. Que tipo de explosivos utilizaram? O quanto isso prejudicou a fauna e flora?

Por que não contrataram mão-de-obra para desfazer a casa e encaminharam o material (telhas, tijolos, azuleijos) para famílias carentes?

Impossível? Dois edíficos grandes de São Paulo estão “dissolvendo” dessa forma. Muito incoerente uma secretaria de meio ambiente encher a boca pra falar sobre o impacto que aquela construção causava ao meio ambiente e operar dessa forma.

Marilene Ramos que é Engenheira Civil e doutora em Engenharia do Meio Ambiente poderia ter feito melhor. Não?!

as árvores podem voar?

Faz dois meses que o Diego Casaes compartilhou isso aqui na lista da Casa de Cultura Digital:

Árvores suspensas sobre um rio quase morto

Eu que não conheço o artista e tenho fama de ser cri-cri, birrenta e um pouco realista demais (se tratando de ações em prol do meio ambiente e de salvar o planeta), critiquei de cara.

O óbvio. A pessoa diz que tá ajudando alguma coisa colocando árvores suspensas sobre um lugar que comumente alaga. Árvores exóticas, daquelas que se faz paisagismo ensinado em escolinhas de fazer jardins de prédios, casas de endinheirados e tal.

Enfim.

Obra pela obra, o artista poderia ter pintado um quadro, ou feito um vídeo que nem esse linkado pelo André Castilho. Bem mais honesto. Sei lá.

Na época escrevi em resposta para lista:

“sim, é genial.
se chover, ventar, alagar e essas árvores tombarem…
vai ser ainda mais genial, principalmente para quem tentar se locomover nessa caótica cidade.
isso me lembrou de uma instalação que um artista X quis fazer no lago do ibirapuera, na bienal de 2004.
o cara queria cultivar uma espécie exótica de algas no lago, para que ela se proliferassem sobre uma estrutura de arame (que ficaria boiando no lago) e assim mostrasse os impactos do homem no meio ambiente – que avança desordenadamente.
ok. exemplo legal.
mas depois da bienal acabar, o lago também estaria acabado.
não adianta protestar “ao meio ambiente”, sem mensurar os impactos que aquele ato pode causar…
meio incoerente”.

Pois bem, e o que aconteceu ontem?!

O rio Tamanduateí transbordou, interditando a av. do Estado.

O mesmo daqui: “Quem passar pelas margens do Tamanduateí, perto do Mercado Municipal de São Paulo, vai deparar com uma imagem curiosa: árvores de grande porte estarão suspensas sobre o rio”.

E, depois eu que sou radical de mais…

O fato é: se for pra fazer uma coisa direita, faça mais ou menos assim.