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eu, preço. meus preços.
imersa no mar de caos, me deslocando muito, sem tempo para escrever tudo o que gostaria neste blog.
talvez seja providencial essa falta de tempo. para que eu amadureça e essas experiências virem moeda de troca mais pra frente.
ah, moedas de troca. tenho lidado com isso. e não por acaso surge esse videozinho numa thread da #ecologiaurbana.
as árvores podem voar?
Faz dois meses que o Diego Casaes compartilhou isso aqui na lista da Casa de Cultura Digital:
Árvores suspensas sobre um rio quase morto
Eu que não conheço o artista e tenho fama de ser cri-cri, birrenta e um pouco realista demais (se tratando de ações em prol do meio ambiente e de salvar o planeta), critiquei de cara.
O óbvio. A pessoa diz que tá ajudando alguma coisa colocando árvores suspensas sobre um lugar que comumente alaga. Árvores exóticas, daquelas que se faz paisagismo ensinado em escolinhas de fazer jardins de prédios, casas de endinheirados e tal.
Enfim.
Obra pela obra, o artista poderia ter pintado um quadro, ou feito um vídeo que nem esse linkado pelo André Castilho. Bem mais honesto. Sei lá.
Na época escrevi em resposta para lista:
“sim, é genial.
se chover, ventar, alagar e essas árvores tombarem…
vai ser ainda mais genial, principalmente para quem tentar se locomover nessa caótica cidade.
isso me lembrou de uma instalação que um artista X quis fazer no lago do ibirapuera, na bienal de 2004.
o cara queria cultivar uma espécie exótica de algas no lago, para que ela se proliferassem sobre uma estrutura de arame (que ficaria boiando no lago) e assim mostrasse os impactos do homem no meio ambiente – que avança desordenadamente.
ok. exemplo legal.
mas depois da bienal acabar, o lago também estaria acabado.
não adianta protestar “ao meio ambiente”, sem mensurar os impactos que aquele ato pode causar…
meio incoerente”.
Pois bem, e o que aconteceu ontem?!
O rio Tamanduateí transbordou, interditando a av. do Estado.
O mesmo daqui: “Quem passar pelas margens do Tamanduateí, perto do Mercado Municipal de São Paulo, vai deparar com uma imagem curiosa: árvores de grande porte estarão suspensas sobre o rio”.
E, depois eu que sou radical de mais…
O fato é: se for pra fazer uma coisa direita, faça mais ou menos assim.