Escolhi bikini, por causa da dualidade da palavra – também. Pois, como toda boa parábola, deixa a mensagem escondida nas subjetividades do significados. Que podem ser restritos ao raso de uma imagem que devora e desloca intrusos pra bem longe. Mas o motivo mesmo foi o Atol, palco de uma destruição gigante que trabalhou para conseguir se regenerar. Embora não tenha superado seu trauma radioativo, a localidade doente se mostra bela, intensa e perturbadora. Toda a calma azul guarda inquietações recombinativas, a lembrança da desestruturação e das perdas. Mas não se apresenta pleno para todos.
Talvez seja o ciclo natural da vida: o transtorno em todas as suas formas.
A movimentação, a vida que seleciona naturalmente aquilo que fica e aquilo que não.
O processo de evolução em que mantemos somente o necessário para ganhar novas habilidades.
Se todas as nossas concepções refletem aquilo que somos posso dizer que sou bikini.
E numa escala macro, talvez, o mundo caminhe para bikini. Acredito que na Terra como uma equação que busca o equilíbrio, que gera transtornos para manter a vida.
Ah, mas se quiser pode restringir tudo isso aos trajes de banho. Para isso se desapegue das mascaras, dos sapatos, das roupas. Caminhe milhas sobre a areia quente, e mergulhe no mar agitado (…)
p.s – Esse blogue estava hospedado no blogspot. Decidi não migrar todos os arquivos em 19/11/2010 quando o Thiago Carrapatoso instalou um wordpress aqui. Para acessar o passado basta entrar aqui.